17/12/2014 | 11:39 - Atualizado em: 17/12/2014 | 11:39

Cerca de 25% dos aluguéis nas cidades têm peso excessivo para famílias

Proporção de filhos na faixa de 25 anos a 34 anos que continuam morando na casa dos pais aumentou de 21,2% em 2004 para 24,5% em 2013

Agência Brasil redação@brasileconomico.com.br

Um em cada quatro imóveis alugados nas cidades brasileiras (25,7%) tem peso de 30% ou mais no orçamento dos locatários. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse é um ônus considerado excessivo por vários órgãos nacionais e internacionais. O problema afeta 5,2% do total de domicílios urbanos. Em 2004, esse percentual era 4,4%. Entre as unidades da Federação, o maior índice é encontrado no Distrito Federal: 9,5% do total. O menor está no Piauí: 1,2%.

Entre as famílias com renda domiciliar per capita até meio salário mínimo, 11,6% dos domicílios urbanos eram ocupados por famílias que pagam preço excessivo para seu orçamento. Isso representa mais da metade (55%) do total dos aluguéis para essa faixa de renda.

Leia mais: Uma em cada dez mulheres jovens com filhos continuam estudando, diz IBGE

A pesquisa do IBGE constatou também que 70,6% dos domicílios particulares permanentes urbanos têm abastecimento por rede de água geral, esgoto sanitário ligado à rede coletora e coleta de lixo. Há, no entanto, diferenças regionais. Enquanto no Sudeste, o percentual atinge 91,1%, na Região Norte alcança apenas 21,2% dos imóveis urbanos.

Há grandes diferenças também entre os estados. Enquanto em São Paulo, 95,5% dos domicílios têm saneamento adequado, no Amapá a cobertura é 2,4%. Ainda segundo o estudo, o número de lares com computador, internet, aparelho de DVD, TV em cores e máquina de lavar (tudo junto) subiu de 21% em 2004 para 34,5% em 2013.

Aumenta número de filhos até 34 anos que moram com os pais

A proporção de filhos na faixa de 25 anos a 34 anos que continuam morando na casa dos pais aumentou de 21,2% em 2004 para 24,5% em 2013, segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais divulgados hoje (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o pesquisador do IBGE André Simões, questões financeiras e emocionais estão entre as explicações para o fenômeno.

A proporção da chamada geração canguru é maior na Região Sudeste, onde 26,8% dessas pessoas continuavam vivendo com os pais em 2013. A menor proporção é encontrada na Região Norte (19,8%).

A pesquisa do IBGE também revelou que a proporção de pessoas morando sozinhas aumentou de 10% do total de domicílios em 2004 para 13,5% em 2013. Ao mesmo tempo, as famílias (ou seja, com mais de uma pessoa com grau de parentesco) passaram a representar 86,2% dos domicílios em 2013, ante 89,7% em 2004.

Do total de famílias, os casais sem filhos cresceram de 14,6% para 19,4% no período, enquanto aqueles com filhos passaram de 50,9% para 43,9%. As mulheres solteiras com filhos também diminuíram de 18,4% do total de domicílios para 16,5%.

Tags: Famílias , Aluguel
Notícias Recomendadas