A moeda americana subiu 1,67, para R$ 1,761 real. Foi a maior alta percentual desde 4 de fevereiro.
Após uma queda de 0,35% na segunda-feira (3), o dólar tem agora alta de 1,32% em maio. No ano, a valorização é de 1,03%.
Enquanto o mercado local fechava, o principal índice das ações brasileiras despencava 3,4%. Nos Estados Unidos, as bolsas caíam mais de 2% e as commodities perdiam 2,4%.
O mau humor estava diretamente relacionado à situação da Grécia. Mesmo com um pacote de € 110 bilhões da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o país, acertado no domingo (2), o mercado demonstrou preocupação com a possibilidade de um contágio da crise sobre outras nações, como Espanha e Portugal.
O euro chegou a ser negociado abaixo de US$ 1,30 pela primeira vez em mais de um ano no fim da tarde.
A escalada do dólar inibiu as atuações mais contundentes do Banco Central no mercado à vista. A autoridade monetária fez apenas um leilão de compra de dólares, após ter realizado duas operações por dia nas últimas três sessões.
Ainda assim, profissionais de mercado evitavam considerar a alta da moeda americana como o início de uma nova tendência. Para Moacir Marcos Júnior, operador da corretora Interbolsa, o que houve foi um movimento de realização de lucro.
Nas últimas sessões, com a perspectiva de ingresso de capitais no país, o dólar vinha sendo negociado nos menores níveis desde janeiro, próximo a R$ 1,72.
Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, também viu a alta do dólar como "pontual". Segundo ele, os bancos ainda devem ter posições vendidas em moeda americana, tornando interessante a eles a valorização do real.
O volume de operações no mercado à vista estava abaixo da média, de acordo com dados parciais da clearing (câmara de compensação) da BM&FBovespa.
Pouco antes do fechamento, havia cerca de US$ 1,7 bilhão em negócios registrados, ante média de US$ 3 bilhões em abril.
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