Felipe Seabra

Monitoramento amplia produtividade agrícola

11/02/11 07:23 | Felipe Seabra - Mestre em geografia pela Unicamp e gerente de marketing da Digibase



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A agricultura brasileira tem evoluído a cada safra, aumentando o volume e a complexidade dos trabalhos pertinentes às estimativas da produtividade agrícola. Além da grande extensão territorial, as diversidades regionais sobrecarregam os trabalhos de estimativas de safras no Brasil.

Aspectos como clima, solo, relevo, disponibilidade hídrica, e níveis de insumos e tecnologia, por exemplo, são fatores relevantes no monitoramento e estimativa da produtividade agrícola.

O monitoramento de safras a partir de imagens coletadas por satélites é atualmente a grande inovação na aquisição de informações da área das lavouras, da fase de crescimento e da colheita das culturas agrícolas. Tais informações são úteis para o manejo e monitoramento de safras agrícolas, bem como na gestão e logística da produção.

Além de atuarem na gestão com vistas a aumentar a produtividade das safras, as informações obtidas por imagens de satélite são essenciais também para outras áreas, tais como traders de commodities, gestores de logística e de abastecimento de alimentos, produtores e investidores.

Coletadas a uma altura média de 770 km, as imagem desses satélites representam as culturas com um nível de detalhe de 2 m, fornecendo ainda informações sobre a condição da cultura e saúde vegetal.

Tais satélites são capazes de coletar 975 mil km² por dia - uma área maior do que o estado do Mato Grosso, apresentando um ganho essencial para um país agrícola de dimensões continentais.

Em geral, essas soluções inovadoras se utilizam de imagens coletadas em datas estratégicas.

Para a safra de cana-de-açúcar, por exemplo, os meses de coleta das imagens são novembro, fevereiro, abril e junho.

Esta coleta sistemática de imagens de satélite permite o monitoramento constante das lavouras, viabilizando ainda uma análise do crescimento das culturas pela comparação com a biomassa e senescência.

Em outros casos, pode-se ainda derivar informações sobre os danos nas lavouras quando desastres naturais como granizo, inundação ou secas ocorrem.

Muitas vezes, informações sobre o estado da lavoura antes dos danos ocorrerem podem não estar disponíveis.

A habilidade de monitorar rapidamente áreas danificadas e comparar as imagens com informações coletadas anteriormente permitem fornecer estimativas sobre a extensão e a magnitude dos danos na lavoura, e os impactos desses danos das safras anuais.

Pela primeira vez no país, o potencial desses satélites de alta resolução lançados em órbita nos últimos dois anos, vem sendo aproveitado por empresas especializadas na geração de informações essenciais ao agronegócio.

Até então, as estimativas eram feitas por métodos tradicionais, que demandavam tempo e estavam sujeitas a imprecisões que as comprometiam.

Além de agronegócios, os segmentos de meio ambiente, recursos hídricos, óleo e gás e segurança pública estão sendo beneficiados com a nova geração de satélites.

Graças às inovadoras constelações de satélite cujas imagens são disponibilizadas ao mundo corporativo, às pessoas e governo, o nosso mundo nunca fora visto em tantos detalhes.

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Felipe Seabra é mestre em geografia pela Unicamp e gerente de marketing da Digibase


Comentários

Aécio, Chapada Gaúcha - MG. | 07/03/11 00:56
Parabéns pelo desenvolvimento.
Como ter acesso a nossa região agricola? Grato.


RONALDO MARAN, BARRA DO GARÇAS | 15/02/11 14:18
Muito Boa Tarde Felipe Seabra,

eu, Ronaldo Maran, Engenheiro Florestal, gostaria que você informa-se sobre a experiência da DIGIBASE no monitoramento de reflorestamento de espécies florestais (frutíferas, eucalipto, teca, serigueira etc).

abraços e meus parabéns pelo serviço prestado

RONALDO MARAN
Engenheiro Florestal
Barra do Garças/MT
Brasil


Felipe Seabra, São Paulo | 15/02/11 17:11
Boa tarde Ronaldo Maran.

Agradeço o seu interesse na Solução Verde para FLORESTA. Gostaria de disponibilizar a nossa equipe de especialistas para uma conversa. Poderia por gentileza me enviar um e-mail com os seus contatos? felipe@digibase.com.br

Abraço.


Adriano , Guarapuava-PR | 23/06/11 12:50
Boa tarde,

Sou Eng. Agronomo, e trabalhei com imagem aérea para realizar estimativas de produtividade em cereais de inverno. Gostaria de saber mais sobre a metodologia que utilizam, custos das imagens, quanto tempo para a realização do estudo....

No aguardo,

att

Adriano


Felipe Seabra, | 30/03/11 13:32
Olá Aécio. Nós que agradecemos o interesse. Fique à vontade para entrar em contato pelo e-mail felipe@digibase.com.br

Podemos conversar sobre a nossa solução para a sua área de interesse.

Abraço,

Felipe.


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