Arnaldo Comin

Será o fim do "velho e caro" no futebol?

15/02/11 07:40 | Arnaldo Comin - Editor executivo do Brasil Econômico



Ronaldo Nazário é um desses tipos para quem o chavão "nunca antes na história deste país" se encaixa como luva de goleiro. Ronaldinho na adolescência, Fenômeno no auge ou Gorducho no ocaso de sua carreira, dá uma ponta de tristeza ver as lágrimas do mago do Mundial de 2002 ao anunciar que penduraria as chuteiras de uma vez por todas.

Além do brilhantismo que marcou boa parte de sua trajetória, Ronaldo foi o atleta que deu início à era dos contratos milionários no futebol, feito obtido nem mesmo por Maradona, Cruyff, Beckenbauer, Platini, Zico ou Falcão, gênios que testemunharam a transição do futebol romântico para o negócio globalizado que existe hoje.

Assim como no começo, Ronaldo também inovou no final, quando ajudou a trazer ao Brasil uma fórmula há tempos praticada por clubes como Real Madrid e Inter de Milão: aliar jogadores de exposição galática na mídia com polpudos contratos de marketing.

No caso corinthiano, nosso espírito de Macunaíma redesenhou esse formato para uma espécie de "velho e caro", trazendo jogadores em fim de carreira, mas campões de bilheteria, como o próprio Ronaldo e Roberto Carlos.

Por linhas tortas, o alvinegro elaborou uma alternativa ao arquirrival Palmeiras, que cunhou o "bom e barato" na ressaca do fim do contrato de cogestão com a Parmalat, outro movimento pioneiro no esporte brasileiro, nos anos 90.

Sem estrelas veteranas e uma vaga na Libertadores de América, o Corinthians terá agora de driblar a queda de bilheteria e buscar novas receitas pelas próprias pernas. O conceito, no entanto, se estendeu a outros clubes, com Rivaldo no São Paulo e até a chegada de estrelas em "meia idade", como Ronaldo Gaúcho no Flamengo e Elano no Santos.

O "velho e caro" mostrou que pode fortalecer financeiramente a nossa indústria da bola. O desafio que se apresenta agora é assegurar sua evolução, para que possa repatriar estrelas mais jovens e até reter craques em ascensão, como Neymar e Ganso. Por que não?

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Arnaldo Comin é editor executivo do Brasil Econômico


Comentários

waender, Governador Valadares | 15/02/11 14:58
Ronaldo ou a imprensa parece que apagou o ex-jogador do Cruzeiro de apenas 17 anos de idade que fazia cinco gols em única partida! Acho que Ronaldo nem lembra que jogou no Cruzeiro! É time mineiro, né!


querubim, | 15/02/11 17:45
Ai ai .. poupe-me


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