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Câmbio

Dólar cai quase 7% no ano e flerta com mínima em 3 meses

Brasil Econômico   - Por José de Castro/Reuters
27/01/12 18:00


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Moedas Globais

Cotações de fechamento para venda em 27/01/2011
País Moeda R$ US$
Argentina  Peso  0,4021 4,3380
Canadá  Dólar  1,7424 1,0008
Chile  Peso  0,0036 485,2000
China  Iuan  0,2765 6,3100
Coreia do Sul  Won  0,0016 1.123,4000
União Europeia  Euro  2,2900 1,3134
Estados Unidos  Dólar  1,7436 1,0000
Índia  Rúpia  0,0354 49,3200
Japão  Iene  0,0227 76,8000
México  Peso  0,1347 12,9460
Paraguai  Guarani  0,0004 4.740,000
Reino Unido  Libra  2,7392 1,5710
Uruguai  Peso  0,0897 19,6500
Rússia  Rublo  0,0576 30,2986
Venezuela  Bolivar Forte  0,4065 4,3000
Fontes: Banco Central e Brasil Econômico.
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No fechamento, a divisa americana caiu 0,32%, para R$ 1,7386 na venda. É o menor patamar desde 1º de novembro, quando a cotação terminou em R$ 1,7375.

O dólar tornou a cair ante o real nesta sexta-feira (27/1), completando a quarta semana consecutiva de perdas e atingindo o menor nível em quase três meses, em linha com a fraqueza da moeda no exterior em meio a expectativas de um desfecho positivo para a dívida grega.

No fechamento, a divisa americana caiu 0,32%, para R$ 1,7386 na venda. É o menor patamar desde 1º de novembro, quando a cotação terminou em R$ 1,7375.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 1,18%, aumentando as perdas neste ano a 6,95%.

A volatilidade deu o tom da sessão. O dólar abriu em queda, marcando na mínima do dia R$ 1,7385.

Mas passou a subir no final da manhã - alcançou R$ 1,7485 na máxima após os dados fracos sobre a economia americana - e voltou a perder força ao longo da tarde para finalmente revisitar as mínimas do dia.

O movimento ficou em linha com a oscilação do dólar no exterior. No final da tarde, a moeda americana perdia cerca de 0,60% frente a uma cesta de divisas, pressionado pela recuperação do euro, que superava a faixa de US$ 1,32 por esperanças de que a Grécia chegue a um acordo com credores privados para evitar um calote.

Os ministros das Finanças da Zona do Euro mostraram otimismo nesta sexta-feira de que um acordo para evitar o calote desordenado da Grécia esteja perto de ser alcançado. Eles também acreditam que as principais peças para resolver a crise de dívida da Europa estejam gradualmente entrando no lugar.

Para o diretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira, a queda do dólar pode continuar nos próximos dias caso o cenário externo continue estável e, principalmente, com a continuidade de ingressos de recursos ao país oriundos de captações externas.

A Companhia Siderurgica Nacional deve emitir em breve, e a Braskem precificou na véspera uma emissão que pode levantar US$ 750 milhões. Além disso, o frigorífico Minerva inicia em 30 de janeiro um roadshow que poderá resultar em uma captação externa, segundo uma fonte envolvida.

Na visão de Bandeira, o governo pode agir para conter a apreciação do real apenas se a cotação cair abaixo de R$ 1,70. "Enquanto tiver na casa de R$ 1,74, R$ 1,75, acho que o governo vai ficar apenas observando", afirmou.

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