O principal foco de atenção amanhã será o relatório sobre o mercado de trabalho americano de agosto, afirma analista
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O roteiro indicava um outro dia positivo, com dados alentadores dos EUA e algum alívio em relação à capitalização da Petrobras. Mas o embolso de lucro prevaleceu após a maior diária alta em 14 semanas.
O Ibovespa fechou com baixa moderada nesta quinta-feira (2), pressionado pelos setores bancário e de metais. A queda foi de 0,39%, para 66.808 pontos.
O giro financeiro da sessão, mais modesto que na véspera, somou R$ 5,11 bilhões.
Na contramão do cenário recente, os recursos fluíram para Petrobras, em detrimento de outros papéis de grande liquidez.
A ação preferencial da estatal subiu 2,11%, a R$ 27,60, após o governo federal, seu controlador, ter anunciado na quarta-feira (1) à noite o aguardado preço do barril de petróleo na cessão onerosa, parte do plano de aumento de capital da empresa.
Nos últimos meses, as incertezas relacionadas ao processo de capitalização vinham sendo apontadas por profissionais do mercado como o fator que mais pesava sobre as ações.
"As condições vieram um pouco piores do que se esperava, mas a simples sinalização de que o negócio vai mesmo acontecer já aliviou um pouco a pressão nas ações", disse Caio de Souza, sócio da Brava Investimentos.
Assim, parte dos recursos que tinham migrado para outros papéis de grande liquidez fizeram o caminho inverso. Foi o que, segundo operadores, explicou a queda de outras ações, mesmo diante do panorama externo positivo.
Uma das vítimas desse processo foi a também petroleira OGX, que caiu 2,57%, a R$ 20,46, mesmo após a companhia ter anunciado pela manhã que descobriu novos indícios de gás natural na bacia do Paranaíba, Maranhão.
Na mesma trilha, o papel preferencial da Vale caiu 1,04%, para R$ 42,85.
O setor financeiro, outro peso-pesado do Ibovespa, também teve fraco desempenho. Bradesco, que anunciou a venda do controle da empresa de tecnologia CPM Braxis para a francesa Capgemini, puxou a fila, perdendo 2,25%, a R$ 30,81.
Dessa forma, dados positivos do setor imobiliário norte-americano e uma leve redução nos pedidos semanais de seguro-desemprego nos EUA, que levaram os principais índices de Wall Street novamente para cima, ficaram em segundo plano.
Para Souza, o principal foco de atenção na sexta-feira (3) será o relatório sobre o mercado de trabalho americano de agosto. As expectativas não são as melhores, já que um levantamento na quarta-feira mostrou que o setor privado do país cortou 10 mil empregos em agosto.
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