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Resultados

MMX reduz perda em 2009 e anuncia aporte de R$ 200 mi

Marcel Salim   (msalim@brasileconomico.com.br)
13/03/10 03:45


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PRINCIPAIS CIFRAS

A MMX registrou um prejuízo de R$ 214,147 milhões em 2009, cifra 75% menor quando comparada ao ano anterior.
R$ 200 milhões é o montante que a empresa planeja investir em 2010, apostando no crescimento da demanda por minério de ferro em mercados emergentes.
478,60% é a valorização das ações ordinárias da MMX (MMXM3) nos últimos 365 dias. No acumulado de 2010, os papéis da companhia registram ganho de 40,08%.
Em um ano, Eike Batista aumentou sua fortuna em US$ 19,5 bilhões. Ele foi considerado nesta semana como o 8º homem mais rico do mundo pela Forbes

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A MMX Mineração, uma empresa do Grupo EBX, reportou neste sábado (13) que reduziu as perdas no último trimestre e no acumulado de 2009, e revelou investimentos na ordem de R$ 200 milhões para 2010.

A companhia, pertencente ao empresário Eike Batista, registrou um prejuízo líquido de R$ 65,229 milhões no quarto trimestre de 2009. A cifra é 87% inferior quando comparada a perda de R$ 510,767 milhões vista em igual período de 2008.

No acumulado de 2009, o prejuízo líquido da companhia diminuiu em 75%, para R$ 214,147 milhões, ante o resultado negativo de R$ 848,024 milhões observado um ano antes.

Em nota ao mercado, a mineradora informou que seu desempenho foi influenciado negativamente pelo ajuste a preço de mercado do estoque de "sinter feed" do Sistema Corumbá.

No entanto, a MMX ressaltou que o prejuízo foi compensado pelo aumento de capital feito na parceria com a Wisco (Wuhan Iron and Steel, grupo chinês que adquiriu 21,52% da empresa) e pela renegociação do perfil da sua dívida.

A receita operacional líquida da companhia de Eike Batista recuou tanto no quarto trimestre de 2009 como no acumulado do ano, para R$ 128,065 milhões e R$ 361,809 milhões, respectivamente, registrando quedas de 21% e 45%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou negativo em R$ 70,373 milhões no último trimestre, montante 9% maior frente à perda alcançada no quarto trimestre de 2008 (R$ 13,739 milhões).

Já no acumulado de 2009, o Ebitda também ficou negativo em R$ 463,711 milhões. A cifra é 1.387% inferior frente aos R$ 31,180 milhões vistos em 2008. Em comunicado, a companhia atribuiu o resultado à paralisação das atividades de mineração e siderurgia do Sistema Corumbá no início do ano.

Ainda em 2009, o resultado financeiro alcançou R$ 264,928 milhões, impactado principalmente pela variação cambial positiva no período. O montante é 133% superior frente ao visto em 2008, quando ficou negativo em R$ 790,038 milhões.

Já no último trimestre, a MMX registrou um resultado financeiro negativo de R$ 7,729 milhões, com receitas financeiras de R$ 4,897 milhões, despesas financeiras de R$ 31,447 milhões e variação cambial positiva, que somou R$ 18,821 milhões no período.

Dívida

A MMX apurou no último trimestre de 2009 uma dívida financeira de R$ 1,138 bilhão, dos quais R$ 776,9 milhões (68%) com vencimento no curto prazo e R$ 361,3 milhões (32%) no longo prazo, um saldo de compromissos com aquisições de direitos minerários de R$ 286 milhões e um caixa e aplicações financeiras de R$ 27 milhões.

A dívida líquida da mineradora totalizou no período R$ 1,397 bilhão, diminuindo 11% frente ao visto no ano de 2008

Em 2009, a companhia e suas controladas captaram mais de US$ 245 milhões e liquidaram US$ 124 milhões em empréstimos e financiamentos.

Investimentos

A MMX informou que investirá aproximadamente R$ 200 milhões nas unidades operacionais e nos projetos em desenvolvimento da empresa em 2010.

Os recursos serão destinados para melhorias operacionais, logísticas e de qualidade dos produtos, pesquisa geológica e projetos de engenharia.

O objetivo da empresa é iniciar um novo ciclo de crescimento. "Estamos confiantes na expansão dos negócios da MMX nos próximos anos", afirmou o diretor-presidente e de Relações com Investidores da companhia, Roger Downey.

O Grupo EBX, proprietário da MMX, já informou ao mercado que pretende investir US$ 12,4 bilhões entre 2007 e 2012 nos setores de petróleo, logística, energia e mineração no país.

Entre 2007 e 2008, foram investidos US$ 1,8 bilhão e no período de 2009 a 2012 serão investidos outros US$ 10,6 bilhões, informou o grupo de Eike Batista.

Produção

A MMX revelou que foi beneficiada pelo reaquecimento da demanda de minério de ferro, principalmente em economias emergentes, assim como a China.

A mineradora produziu 1,7 milhão de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2009. A cifra é 81% superior ao visto em igual período do ano anterior.

No acumulado do ano, a companhia totalizou uma produção de 5,2 milhões de toneladas de minério de ferro - 4% superior aos 5 milhões de toneladas produzidos em 2008.

"A retomada no mercado global de minério de ferro foi marcante e hoje temos uma demanda bastante superior a nossa capacidade de fornecimento. A parceria com a Wisco nos fortalece e traz novas perspectivas para a companhia", destaca Roger Downey.

Com os investimentos feitos nos últimos anos, a MMX revelou que estuda a expansão de sua produção total de minério de ferro para até 45 milhões de toneladas, sendo aproximadamente 33,7 milhões de toneladas no Sistema Sudeste.

Pelo menos a metade da produção do Sistema Sudeste será destinada para o grupo Wisco, o que poderá resultar na exportação de mais de 16 milhões de toneladas de minério de ferro quando o Sistema atingir sua capacidade total de produção.

O contrato de compra e venda de minério entre a MMX e a Wisco tem prazo de 20 anos a partir do dia 1º de abril de 2010.

"O licenciamento do Super Porto Sudeste da LLX e a parceria com a Wisco consolida a MMX como importante fornecedor de minério de ferro no cenário internacional", ressaltou Roger Downey.

A expansão da produção nos próximos anos inclui ainda o minério de ferro a ser produzido no Chile, cujo projeto está em desenvolvimento. O mapeamento geológico e o licenciamento ambiental já estão em curso.

Desempenho

As ações ordinárias da MMX (MMXM3) terminaram o pregão de sexta-feira (12) com recuo de 2,77%, negociadas a R$ 14,03.

No acumulado do ano, os papéis da companhia registram valorização de 40,08%. Nos últimos 365 dias, a alta é de 478,60%.

Recomendações

Em relatório aos clientes divulgado na última terça-feira (9), a equipe da Bradesco Corretora realizou uma análise de sensibilidade para a MMX, levando em consideração os rumores de um aumento de 96% nos preços do minério de ferro neste ano.

Os analistas da Bradesco Corretora revelaram que o resultado foi um aumento do preço-alvo da ação de 30,6%, para R$ 23,50 por papel, o que implica em um potencial de alta de 68%.

Atualmente, o preço-alvo para os papéis da mineradora é de R$ 18,00.


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