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Recursos

Sabesp receberá R$ 1,05 bi do BID para despoluir rio Tietê

Dubes Sônego   (dsonego@brasileconomico.com.br)
02/09/10 19:27


Tietê: até 2016, a Sabesp quer ampliar a coleta de esgoto de 72% para 84% da população, e tratar 87% do esgoto despejado no rio

Tietê: até 2016, a Sabesp quer ampliar a coleta de esgoto de 72% para 84% da população, e tratar 87% do esgoto despejado no rio

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A Sabesp dará amanhã (3) mais um importante passo para a despoluição do rio Tietê. A companhia receberá US$ 600 milhões (R$ 1,05 bilhão) em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Rui Affonso, diretor econômico e de relações com investidores da companhia paulista de saneamento, assinará em Washington o acordo. O dinheiro será usado para terminar as obras da terceira etapa do projeto, conhecido como Tietê 3.

O dinheiro deverá ser usado na ampliação da rede de captação e tratamento de esgoto urbano na região metropolitana da capital paulista.

Até 2016, a meta da companhia é elevar o índice de coleta dos atuais 85% para 87% e de tratamento dos atuais 72% para 84%. Usando outra referência, isso significará estender a captação de esgoto a mais 1,5 milhão de pessoas na região metropolitana e o tratamento de esgoto a 3 milhões.

Para que isso seja possível, será necessária a construção de 580 quilômetros de tubulações coletoras-tronco e 1,25 mil quilômetros de redes coletoras.

A expectativa é de que haja aumento de 200 mil no número de ligações domiciliares. Paralelamente, as estações de tratamento de esgotos terão a capacidade ampliada em 41%, o equivalente a 7,4 mil litros por segundo.

Apesar da assinatura do contrato acontecer só agora, as obras da terceira etapa do projeto já foram iniciada. Trechos como a extensão de 15,5 quilômetros do coletor-tronco Ipiranga, paralelo à margem esquerda das avenidas Ricardo Jafet, Abrão de Moraes e Rodovia dos Imigrantes, já estão em andamento.

Para que isso fosse possível, segundo Affonso, a companhia fez um empréstimo menor, em condições de juros e prazos menos favoráveis, mas com liberação mais rápida. A fonte de financiamento, no caso, foi o braço privado do BID, que entregou à Sabesp, em 2008, US$ 250 milhões.

Do total, US$ 100 milhões foram usados para o pagamento de dívidas, US$ 50 milhões para a conclusão das obras da segunda etapa do projeto Tietê e US$ 87 milhões para o início da terceira etapa. O restante foi para o projeto Córrego Limpo, de despoluição de córregos na capital.

O acordo com o BID prevê ainda uma contrapartida em investimentos de US$ 200 milhões por parte da Sabesp. O total de recursos aplicados na terceira etapa do projeto alcança a marca de US$ 1,05 bilhão.

O valor é mais da metade do usado nas duas primeiras etapas do projeto de despoluição do rio Tietê, iniciado em 1992. A primeira foi a mais cara até agora, com US$ 1,1 bilhão, e durou até 1998.

Nos seis primeiros anos, a Sabesp priorizou a construção de estações de tratamento de efluentes, que permitiram o aumento do índice de tratamento de 24% para 62%. A rede coletora também foi significativamente ampliada, passando a atender a 80% da população, diante dos 70% anteriores.

Depois de uma interrupção de dois anos no andamento das obras, a segunda etapa do projeto foi iniciada no ano 2000, com orçamento estimado em US$ 500 milhões.

O objetivo nesta fase, segundo a Sabesp, foi a otimização da capacidade instalada de tratamento, por meio da ampliação da coleta.

Meta de captações

A assinatura do contrato de financiamento com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deixará a Sabesp muito próxima de cumprir sua meta de captação de empréstimos para o plano de investimentos de 2009 a 2013.

No período, a companhia espera realizar aportes de R$ 8,6 bilhões. Do total, pretende financiar R$ 4,6 bilhões (53,5%) junto a terceiros.

Com o contrato de US$ 600 milhões com o BID, a companhia chega a 84% de seu objetivo. O restante, a Sabesp espera preencher com outros três financiamentos que negocia com a Japan International Cooperation Agency, agência de fomento japonesa (Jica, na sigla em inglês).

Eles garantiriam outros US$ 760 milhões, que elevariam para R$ 6 bilhões o volume total captado para tocar as obras previstas até 2013 e garantiriam já alguma folga no próximo plano de investimento.

  • Leia a notícia na íntegra na edição impressa de amanhã do Brasil Econômico

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