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Um show para quem vê e para quem faz

13/03/10 07:05 | Brasil Econômico | Editorial



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No show do Deep Purple, no ano passado em São Paulo, jovens púberes apreciavam o som da banda de rock britânica balançando ao lado de cinquentões. O fenômeno não se refere ou tem importância devido à confraternização entre gerações - ainda que daí se possa tirar algumas conclusões de ordem sociológica.

O evento tem importância econômica - e ela não é pequena. O Brasil entrou definitivamente na rota dos shows de grandes nomes da música internacional. Agora, não mais como segunda parada em uma turnê que começava em Buenos Aires.

São Paulo e Rio, acompanhados por Brasília e Belo Horizonte, são destinos interessantes o suficiente para atrair os empresários do show business, como descobriram os repórteres Regiane de Oliveira e Ruy Barata Neto na completa apuração que relatam na edição de hoje do Brasil Econômico.

Há pelo menos oito grandes bandas ou artistas na lista de nomes confirmados que se apresentam na próximas semanas no Brasil. Da lista de desejos constam bandas ou artistas como U2 e o ex-beatle Paul McCartney.

Para aproveitar esse mercado que se abre, gigantes do setor negociam sua entrada no Brasil. Empresas brasileiras também se preparam para subir no palco ou para ganhar ali um papel de maior destaque.

Roberto Medina, que em 1985 criou o Rock in Rio mas desistiu do Brasil por causa do baixo rendimento que conseguia com a venda de ingressos, quer trazer seu festival de volta já em 2011, com direito à construção da área chamada Cidade do Rock.

O grupo Traffic planeja verticalizar sua operação. De olho no agito dos jovens ou cinquentões na plateia, construtoras também partem para reformar estádios de futebol e administrá-los, colocando os shows no topo da lista de atrações.


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