Tecnologia

Nelson Vasconcelos

Editor-executivo dos sites O Dia e Brasil Econômico conta as novidades e analisa os bastidores dos negócios no mundo da tecnologia.

09/06/2015 | 09:00 - Atualizado em: 08/06/2015 | 21:03

YouTube que se cuide

Segundo levantamento da Business Insider, Facebook está ameaçando a paz do YouTube no mercado de vídeos online

Nelson Vasconcelos nelson.vasconcelos@brasileconomico.com.br

A ‘Fortune’ acaba de divulgar alguns números curiosos sobre o mercado de vídeos online. Segundo a revista, que cita um levantamento da Business Insider, o Facebook está ameaçando seriamente a paz do YouTube nesse mercadão. Isso porque, em abril, a rede social do Zuckerberg bateu a marca de quatro bilhões de visualizações diárias de vídeos.

Evidentemente, vai piorar para o lado do YouTube, porque a inércia mental é que manda no mundo online. Como o Facebook é o padrão, é por lá que quase todos entram na internet e por ali que vão ficando. É um fenômeno. A AOL e a Starmedia, entre outras, trabalharam muito em seus portais, ali no fim dos anos 1990/2000, para que os internautas se comportassem assim. Estavam à frente do seu tempo, como se costuma dizer.

E a equipe deles acertou em cheio ao permitir que a publicação de vídeos seja simples. Antes, você tinha que publicá-lo, digamos, no YT e, em seguida, colar a URL na sua timeline. Meio tosco, mas funcionava. E a reprodução automática do vídeo, que começa a rolar mesmo que você não esteja interessado nele, foi outro ponto positivo (para o Facebook, claro).
Quando um gigante como o FB resolve se mexer, provoca pelo menos dois movimentos: de um lado, deixa muita gente feliz. No caso, o BuzzFeed, que, graças a essa novidade, bateu 500 milhões de visualizações em abril. Por outro lado, tudo leva a crer que o YouTube tem que se mexer para ganhar competitividade. Vai ser difícil.

Tem que melhorar

Segundo a consultoria Sieve Price Intelligence, o consumidor brasileiro pode esperar até 46 dias para receber uma encomenda feita online. Com esse tipo de atendimento no nosso e-commerce, fica difícil ser otimista, por mais que os números mostrem que estamos crescendo. Estudo da T-Index diz que, este ano, vamos crescer 43,3% no e-commerce mundial, ficando em quarto no ranking de maior mercado do setor no mundo. Em 2014, estávamos em sétimo. Ok, estamos crescendo, mas poderia ser melhor, e é aí que está o busílis.

Ainda segundo a Sieve Price, o preço máximo de frete foi de R$ 1.344, R$ 67 na média. O percentual médio do valor do frete sobre o preço dos produtos é de 3%. O levantamento da Sieve Price Intelligence foi feito entre 27 e 30 de abril, em dez sites, com ao menos 47 mil combinações entre CEPs das cinco regiões do país e 219 produtos.

Não diga que curtiu. Diga apenas ‘Amém’

Voltou a operar, com força total, o Faceglória, que é o genérico do Facebook direcionado a evangélicos e afins. Em vez do tradicional botão do “Curtir”, o site exibe o “Amém”. Prato cheio para divulgação de artistas gospel, igrejas e tudo o que gira em torno desse mercadão.

Os drones não vão deixar ninguém colar

Autoridades da cidade de Luoyang, na China, estão usando um drone para evitar colas entre os candidatos que estão fazendo as provas no ’vestibular’ local. As máquinas detectam a comunicação entre os espertinhos que estejam usando algum dispositivo eletrônico nas salas dos exames.

Uma dica para sua leitura de bordo

Muito bem sacado o livro do Felipe Ost Scherer, recém-lançado pela Alta Books, “O time dos sonhos da inovação - Lições dos maiores inovadores da atualidade”. Estão lá alguns cliques que fizeram a diferença na carreira de Jobs, Bezos, Zuckerberg, Brin e outros. Todos, como sabemos, fizeram seus impérios à base de muito trabalho e determinação para executar boas ideias. O livro pode render bons insights para quem está em busca de novos rumos.



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