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Negócios

27/07/12 | 16:17 - Atualizado em: 27/07/12 | 16:17

Ações da Vale têm pouco espaço para quedas

Papéis da mineradora sobem 3,81% nesta tarde, após quedas durante a semana. Para analistas, preço da ação já assimila cenário desfavorável.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
A recuperação da Vale está atrelada ao dinamismo da China, que é um dos maiores importadores de minério de ferro.

Após fracos resultados no trimestre, analistas veem um cenário desapontador para a Vale no curto prazo. No entanto, as ações têm pouco espaço para queda, após terem despencado nos últimos dias.

O lucro da mineradora caiu 48% frente ao mesmo período do ano passado, para R$ 5,3 bilhões, conforme a empresa divulgou na quarta-feira (25/7).

O trimestre foi caracterizado, basicamente, por maior volume de produção e queda nos preços. O processamento de minério de ferro avançou 15% frente ao primeiro trimestre, mas os preços declinaram.

A receita operacional da companhia recuou 2,3%, somando R$ 23,91 bilhões.

Em teleconferência com investidores, executivos da Vale afirmaram que os preços devem atingir um piso em breve. Diante disso, analistas ainda têm cautela quanto ao cenário para a companhia.

"Esperamos que as ações possam se recuperar na segunda metade do ano, com alívio das perspectivas econômicas e um avanço nos preços de minério de ferro", afirmam, em relatório, os analistas Leonardo Correa, Pedro Grimaldi e Luiz Fornari, do Barclays.

O banco reduziu o preço-alvo das ações em 16% após a divulgação do balanço. Mesmo com recuperação, a expectativa é que os preços se acomodem abaixo dos níveis atingidos em 2011.

Os analistas ressaltam que os números ruins do balanço já estão refletidos nas ações. Os papéis preferenciais da empresa (VALE5) acumulam queda de 6,18% no mês, a R$ 36,74.

Para os analistas da Concordia, a empresa ainda tem bons fundamentos no longo prazo, mas deve reduzir o pagamento de proventos.

"As prioridades serão os projetos em fase final e o nível de endividamento, com isto, não será possível para a companhia repetir o ano de 2011, em nível de dividendos", explica, em relatório, Larina Freitas, da Concordia.

A recuperação da Vale está atrelada ao dinamismo da China, que é um dos maiores importadores de minério de ferro. Com as medidas adotadas pelo governo do país, o consenso é de que haja uma reaceleração da economia do país asiático na segunda metade do ano.

"Ainda assim, vislumbramos vigor na demanda chinesa e boas perspectivas atreladas aos investimentos da companhia", afirmam Marco Aurélio Barbosa e Bruno Piagentini Caloni, da Coinvalores, em relatório.

Os analistas recomendam "compra", e projetam preço de R$ 66 para as ações, até julho de 2013.

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