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Negócios

30/04/12 | 14:09 - Atualizado em: 30/04/12 | 14:09

Após balanço decepcionante, ações da BRF recuam

Os investidores dos papéis da BRF Brasil Foods (BRFS3) receberam mal os resultados trimestrais, e a ação cai durante o pregão desta segunda-feira (30/4).

Marcelo Ribeiro redacao@brasileconomico.com.br
"Os números adversos do balanço refletiram a baixa na demanda externa", diz analista.

Dentre os valores divulgados, destaque para o lucro líquido da companhia, que registrou baixa de 60% na comparação com o primeiro trimestre, caindo a R$ 153 milhões.

De acordo com Cauê Pinheiro, analista financeiro da SLW Corretora, os números adversos do balanço refletiram a queda na demanda externa.

"No quarto trimestre, o mercado externo já apresentava uma fragilidade que afetava as suas relações comerciais. Nos três primeiros meses de 2012, porém, a empresa foi afetada com mais intensidade", explica Pinheiro.

Para o analista, a crise internacional tem grande peso neste resultado. Além disso, a companhia viu as suas exportações para o Oriente Médio e o Japão caírem drasticamente.

"Os mercados asiáticos e do oriente médio estavam superestocados, por isso não compraram nossos produtos na mesma proporção".

O relatório da BB Investimentos, elaborado pelo analista Henrique Koch avalia que "o embargo da Rússia à carne suína brasileira, o mercado japonês ainda em recuperação e as incertezas políticas em alguns países do Oriente Médio foram os principais responsáveis pela redução nas vendas externas da BRF com consequente aumento nos estoques e redução nos preços".

"Por conta do super estoque nos mercados internacionais, a Brasil Foods deve reduzir o ritmo de produção, com o objetivo de equalizar a situação", diz Pinheiro.

Ele acredita que, entre abril e junho, os resultados ainda devem decepcionar, porém para "o segundo trimestre projeta uma melhora considerável".

De acordo com o BB Investimentos, a pressão nos custos de matérias-primas, particularmente do farelo de soja, contribuiu para a acentuada queda nas margens operacionais.

"O bom desempenho da companhia nos mercados doméstico e de food service impulsionou as receitas no primeiro trimestre, que cresceram 5,3% para R$ 6,3 bilhões, ainda que abaixo do esperado pelo mercado", explica o analista da BB Investimentos.

Para os próximos trimestres, Koch acredita na recuperação gradativa da rentabilidade das exportações. "Com a retomada e diversificação das vendas externas e a retomada do Rela frente ao Dólar, os números devem subir".

Para a BB Investimentos, após a conclusão da troca de ativos com a Marfrig, o mercado interno deve gerar resultados favoráveis. O preço alvo da companhia está sob revisão dos analistas da corretora.

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