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Negócios

27/05/10 | 08:23 - Atualizado em: 27/05/10 | 08:23

Banco Panamericano supera Itaú Unibanco em bônus

Os títulos do Panamericano são os de melhor desempenho entre os bancos brasileiros no último mês, com investidores apostando que a instituição terá a nota de crédito elevada para grau de investimento.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
O Banco Panamericano é do empresário e apresentador de tv Silvio Santos

O rendimento dos US$ 500 milhões em bônus subordinados do Panamericano, com vencimento em 2020, caiu 21 pontos-base, ou 0,21 ponto percentual, para 8,2% desde o início das negociações em 20 de abril.

Isso supera o retorno no período dos bônus emitidos por 16 outros bancos, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

O rendimento das notas de 10 anos emitidas pelo Itaú Unibanco Holding, o maior banco do país por valor de mercado, subiu 17 pontos-base no mesmo período.

Especulações de que a nota de crédito do Panamericano, sediado em São Paulo, vai ser elevada aumentaram desde que a instituição anunciou em dezembro a venda de uma fatia de 36% para a Caixa Econômica Federal.

A Moody's Investors Service classifica a dívida da Caixa como Baa3, o mais baixo grau de investimento. Operadores estão impulsionando os preços da dívida do Panamericano, prevendo que sua nota Ba2, dois níveis abaixo do grau de investimento, será elevada após as autoridades aprovarem a transação, disse Natalia Corfield, analista de dívida corporativa do ING Group em Nova York.

"O mercado atualmente está esperando que, assim que o acordo seja aprovado pelo Banco Central do Brasil, o Panamericano vai ter upgrade automático em níveis múltiplos", disse Corfield, que prevê que a autorização saia dentro de meses.

"Todo mundo acha que a dívida do Panamericano vai ser como a dívida da Caixa, que é quase soberana", acrescentou.

"Condições mais favoráveis"

A Moody's, a única agência que classifica o Panamericano numa escala internacional, subiu a perspectiva da dívida do banco de estável para positiva em 3 de dezembro, um dia depois do anúncio da venda, dizendo que o investimento da Caixa pode melhorar o "acesso a condições de financiamento mais favoráveis."

A Caixa disse que vai pagar R$ 739 milhões pela participação.

Ceres Lisboa, analista de bancos da Moody's em São Paulo, disse ontem (26) numa entrevista por telefone que algo melhor vai acontecer e que não sabe se a nota do banco chegará a grau de investimento. Segundo ela, tudo vai depender do quanto a Caixa vai apoiar o Panamericano.

Corfield disse que investidores podem estar superestimando a probabilidade de o Panamericano saltar para uma nota Baa3.

"Não há garantia de que o Panamericano será grau de investimento", afirmou ela. "Não existe um acordo de financiamento entre as duas entidades. Até onde sabemos, a Caixa não está garantindo a dívida do Panamericano."

Uma assessora de imprensa da Caixa em Brasília não respondeu um telefonema e um e-mail solicitando comentário.

O diretor financeiro do Panamericano, Wilson Roberto de Aro, não retornou um telefonema e um e-mail pedindo comentário.

Uma assessora do Banco Central disse por e-mail que o banco não tem prazo para finalizar a análise da venda da participação no Panamericano para a Caixa.

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