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Negócios

12/04/12 | 12:20 - Atualizado em: 12/04/12 | 12:20

Bancos têm condições de reduzir os juros, diz Mantega

Segundo o ministro da Fazenda, bancos possuem condições para reduzir os juros, e não serão necessárias medidas de auxílio ao setor.

Felipe Peroni redacao@brasileconomico.com.br
"O presidente Murillo Portugal esteve aqui outro dia, e em vez de trazer soluções, veio fazer cobrança"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rechaçou as propostas dos bancos privados em relação aos juros, e afirmou que as instituições devem reduzir as taxas sem novas medidas do governo.

Mantega voltou a criticar os altos spreads - diferença entre a taxa de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes - e declarou que está havendo uma "retenção do crédito" por parte das instituições financeiras.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) enviou na terça-feira (10/4) uma lista com 20 sugestões que possibilitariam a redução dos spreads. Os pedidos incluíam corte nos impostos ao setor e diminuição do compulsório (percentual dos depósitos que os bancos são obrigados a manter no Banco Central).

"O presidente Murilo Portugal esteve aqui outro dia, e em vez de trazer soluções, veio fazer cobrança", disse Mantega.

O ministro ressaltou o elevado lucro dos bancos brasileiros, e disse que não há explicação para os juros não caírem.

"O Brasil hoje é o país que pratica o maior spread do mundo e isso não se justifica."

Especificamente, o ministro descartou cortes nos compulsórios e reduções nos tributos. "Os bancos têm margem para aumentar o crédito, e é necessário que isso seja feito sem mexer em nada", disse. "Os bancos estão querendo jogar a conta nas costas do governo."

Na semana passada, o Banco do Brasil anunciou redução dos juros em diversas linhas de crédito, o que foi seguido pela Caixa Econômica Federal. A ação dos bancos públicos visa forçar as instituições privadas a diminuírem o custo dos empréstimos.

O ministro negou que essa medida cause elevação do risco nos bancos públicos. "O que vai acontecer é que eles vão ter mais lucro, porque emprestarão mais", disse.

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