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Negócios

23/02/12 | 18:36 - Atualizado em: 23/02/12 | 18:36

Brasileiros preferem legenda e novela nacional

Cinco meses. Foi o tempo que a Netflix levou para fazer as descobertas acima. Sem decolar no país, a empresa corrigiu o cardápio e promete conteúdo com apelo local.

Carolina Pereira redacao@brasileconomico.com.br
Hastings, da Netflix: Brasil foi o primeiro mercado de língua não inglesa

Quando lançou a operação da Netflix no Brasil, em setembro do ano passado, o fundador Reed Hastings chamou o país de "primeira grande empreitada internacional" da companhia de serviços de assinatura on-line de vídeos.

Mesmo já atuando no Canadá, a empresa americana considerava o Brasil como o grande passo para a expansão no exterior, pois era o primeiro mercado de língua não inglesa. Cerca de cinco meses depois, no entanto, a empresa admite que os negócios na América Latina estão longes de alcançar o patamar do Canadá.

Em uma carta para investidores publicada no site da Netflix, a companhia afirma que terminou o ano de 2011 na América Latina com praticamente o mesmo número de assinantes que tinha no Canadá cerca de quatro meses após o lançamento do serviço.

No entanto, a própria empresa ressalta, na carta, que "a América Latina tem cerca de quatro vezes mais casas com banda larga que o Canadá", o que mostra que a empresa vem enfrentando dificuldades para expandir o serviço aqui.

A companhia lista algumas razões que impediram um crescimento maior na região, onde a Netflix tem entre 700 mil e 800 mil usuários. Segundo o vice-presidente de comunicação e marketing, Jonathan Friedlan, a disponibilidade de dispositivos com acesso ao serviço e o fato do brasileiro não estar habituado a utilizar cartões no comércio eletrônico são alguns deles.

Mas algumas alterações que vêm sendo feitas no site brasileiro mostram que a empresa pode ter errado na estratégia escolhida ao entrar no país.

Uma das mudanças se refere à dublagem do conteúdo para o português, modelo escolhido em setembro para a maioria dos vídeos no site brasileiro.

Agora, a Netflix chegou à conclusão que o espectador local prefere as legendas. Friedlan diz que a dublagem é um recurso que deve ser usado apenas quando o serviço estiver mais massificado.

"Os primeiros assinantes são pessoas com alto nível de educação. Estamos ajustando o conteúdo", admite.

Outra conclusão que a americana chegou foi que conteúdos como as telenovelas mexicanas não emplacam no Brasil. Ao invés disso, na tentativa de cair no gosto do brasileiro, a empresa está disponibilizando vídeos direcionados ao perfil local, como DVDs de ‘stand up comedy' do comediante Rafinha Bastos e vídeos de lutas do Ultimate Fight Championship (UFC). Temos que ver o que as pessoas gostam e mudar", afirma Friedlan.

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