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Negócios

15/09/10 | 09:03 - Atualizado em: 15/09/10 | 09:03

Cancelamento na Copa do Mundo em 2014 já tem seguro

Um dos seguros mais importantes para a realização de grandes eventos já está garantido para a Copa do Mundo no Brasil em 2014: o de cancelamento ou de adiamento do evento por conta de imprevistos.

Thais Folego redacao@brasileconomico.com.br
Maracanã, um dos estádios que sediará a Copa de 2014: imprevistos que levem ao cancelamento ou adiamento dos jogos são cobertos por seguro

A resseguradora alemã Munich Re fechou a cobertura para a Fifa junto com a da Copa da África do Sul. Devido a cláusulas de confidencialidade, porém, a companhia não pode dar detalhes sobre a apólice.

Também conhecido como "no show", essa apólice cobre os custos, despesas e a perda de lucro caso um evento seja cancelado ou adiado por conta de uma ocorrência que fuja do controle dos organizadores, como imprevisibilidades climáticas ou atentados terroristas.

No programa de seguros de eventos como Copa e Olimpíadas, inclusive, a apólice de cancelamento de evento é a mais cara, segundo Warren Harper, diretor gerente da Marsh Atlanta, especialista em riscos e seguros de eventos esportivos.

Isso porque o cancelamento ou adiamento de um jogo, por exemplo, gera um efeito cascata de gastos e custos desde da organizadora do evento até das emissoras de televisão que compraram direitos de transmissão.

Na Copa da África do Sul, a exposição da Munich no seguro completo de cancelamento de evento foi de US$ 350 milhões. O segundo mais caro é o de responsabilidade civil, o que não é para menos, já que esses eventos concentram muitas pessoas num mesmo local e espaço de tempo.

Os seguros são contratados pelos agentes organizadores e participantes dos eventos: organizações esportivas globais (como a Fifa), comitês organizadores locais, emissoras de TV, patrocinadores, contratantes de merchadising, companhias de viagens, hotéis, entre outros. Estimativa da Munich, é de que a última Copa demandou coberturas de US$ 5 bilhões.

Segundo Tobias Heister, diretor de Riscos Diversos e Tranportes da Munich Re do Brasil, a maior receita de seguros vem das emissoras de TV.

"A Copa da África do Sul assegurou quase 100 horas de transmissão ao vivo de futebol", conta Heister. Para se ter ideia da magnitude disso, Heister comenta que em 2006, na Copa da Alemanha, 374 emissoras de TV de 214 países transmitiram 73 mil horas de futebol. "Só a final da Copa de 2006 foi assistida por mais de 700 milhões de pessoas, segundo a Fifa", mensura Heister.

Programa de seguros

Além das coberturas de cancelamento e responsabilidade civil, são contratadas várias outras apólices, como de responsabilidade civil de administradores (D&O), patrimonial, seguro de equipamentos e de transportes.

"Essas são as coberturas de praxe", comenta Mauro Leite, líder da Especialidade de Responsabilidade Civil e Ambiental da Marsh Brasil.

Há, porém, coberturas adicionais que podem ser contratadas de acordo com as necessidades locais do evento esportivo. Uma delas é a de sequestro.

"É importante que o gerenciamento de riscos e o programa de seguros comece a ser discutido quatro ou cinco anos antes do evento", alerta Harper, da Marsh Atlanta, que participou do programa de gerenciamento de riscos das Olimpíadas de Atenas (2004), Torino (2006) e Beijing (2008).

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