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Negócios

16/03/12 | 12:16 - Atualizado em: 16/03/12 | 12:16

Carros conectados ficam mais inteligentes e seguros

Enviar e receber informações em tempo real é uma das novidades do “veículo do futuro”, cada vez mais presente.

Fabiana Monte redacao@brasileconomico.com.br
Mário Lemos, da Ericsson: carro conectado tem muitos benefícios

Em filmes de ficção científica e em desenhos animados como os Jetsons, o carro do futuro voa, tem piloto automático e recebe e envia informações em tempo real.

Na vida real, ele promete ter muitos desses recursos. Só não deve voar. Algumas dessas funcionalidades já estão disponíveis em veículos comercializados hoje, embora, em geral, ainda sejam mais comuns em carros mais caros.

"As primeiras gerações de tecnologias geralmente atingem um número limitado de pessoas. Hoje, sistemas mais avançados equipam carros mais caros", afirma Írio Bertolini Júnior, gerente de marketing e produto para aplicações embarcadas da Intel para a América Latina, que tem apoiado projetos na área.

Os carros vêm ganhando e terão cada vez mais funções de conectividade. Eles se conectarão a dispositivos como smartphones, permitindo ao usuário acessar aplicativos, e-mails, músicas e outros dados do telefone. E terão cada vez mais interação com o ambiente, trocando informações sobre tráfego e velocidade e com outros veículos, com serviços de segurança.

"O carro conectado, em geral, tem muitos benefícios, como GPS que informa como está o trânsito e sugere rotas alternativas. Também pode acessar a biblioteca musical da sua casa", afirma Mário Lemos, especialista de negócios e desenvolvimento de mercado da Ericsson, que tem projetos na área com montadoras.

Robson Cotta, gerente sênior da engenharia experimental da Fiat, classifica como "irreversível" a conectividade em veículos. "A cada dia o produto vai custar menos e vai fazer mais coisa, como ocorre com o celular e com a TV", diz.

Desde 2004, a montadora oferece tecnologias do tipo no país, como o Connect, que permite fazer e receber ligações em viva-voz. Três anos depois, veio o Blue&Me, que aceita comandos de voz para ligar o rádio, ouvir mensagens de texto e fazer chamadas.

"O primeiro carro foi o Stilo Connect, que era top de linha. Depois, começamos a difundir em todos os veículos e a linha Palio toda também tem", afirma Cotta.

Essas tecnologias são vendidas em pacotes. A estratégia é deixar que o consumidor escolha ter ou não o recurso em seu veículo. "Também tem a ver com maturidade e com condições do mercado para a oferta de serviços".

Desde 2011, a BMW tem aplicativos que integram funções do iPhone ao veículo, permitindo ao usuário acompanhar novidades do Facebook e do Twitter enquanto está no carro. As informações aparecem no painel do veículo, que "lê" os posts e comentários mais recentes.

"É possível também postar nas redes sociais mensagens pré-configuradas", conta Peter Burgner, chefe de projetos para aplicativos de entretenimento da BMW. Com o aplicativo Aupeo, para iPhone, é possível criar rádios personalizadas. Há quatro anos, a montadora oferece conexão à web em seus automóveis, bem como recursos que permitem receber, ler e responder e-mails, notícias, entre outros recursos.

A Ford anunciou mês passado que levará para a Europa o Sync, sistema de conectividade com comando de voz que permite telefonar, ouvir músicas ou ouvir mensagens de texto recebidas no celular.

Em casos em que o air bag do veículo é ativado, o carro realiza uma chamada de emergência com mensagem pré-gravada. O sistema já está instalado em mais de quatro milhões de veículos na América do Norte e a meta da Ford é que ele esteja disponível para 13 milhões de usuários até 2015, dos quais 3,5 milhões estarão na Europa. A empresa não informou sobre a chegada no Brasil.

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