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Negócios

26/04/12 | 15:17 - Atualizado em: 26/04/12 | 15:17

Cielo sobe 5% e lidera ganhos do Ibovespa, após resultados

Analistas destacaram lucro e receita maiores do que o esperado e forte controle de custos. Credit Suisse elevou a recomendação para compra.

Giulia Camillo redacao@brasileconomico.com.br
Ações da Cielo sobem quase 5%, com lucro e receita melhores do que o esperado

As reações dos analistas aos resultados da Cielo foram positivas, especialmente diante do forte controle de custos apresentado pela empresa no primeiro trimestre deste ano.

Seguindo o otimismo, os investidores também gostaram dos resultados e foram às compras das ações CIEL3. O papel sobe 4,97%, para R$ 54,53, e lidera os ganhos do Ibovespa nesta quinta-feira (26/4).

Após o último pregão, a Cielo anunciou um lucro de R$ 566,6 milhões referente ao primeiro trimestre deste ano, 11% acima do consenso, de R$ 511 milhões.

De acordo com a equipe do JPMorgan, liderada por Saul Martinez, o lucro e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado acima do esperado foram resultado de uma receita superior às projeções e despesas operacionais muito abaixo do previsto.

Todos os analistas consultados - UBS, Deutsche Bank, Bradesco, BTG Pactual, Banco do Brasil Investimentos, JPMorgan e Credit Suisse - notaram o desempenho dos custos como um dos principais pontos do resultado.

Resumindo a opinião geral, Domingos Falavina, do UBS, afirmou que os números mostraram "uma surpresa positiva em termos de controle de custo". Entretanto, há a expectativa de que essa surpresa não se repita nos próximos períodos.

"Para os próximos trimestres, esperamos um aumento nas despesas operacionais, pois o guidance da empresa para 2012 prevê um gasto de 4% da receita líquida em marketing e vendas e no primeiro trimestre o desembolso foi de apenas 1,7% da receita líquida", apontaram Nataniel Cezikbra e Carlos Daltozo, do BB, em relatório.

No caso de alguns analistas, o otimismo em relação aos números da Cielo ofuscou inclusive as preocupações acerca do aumento da competitividade, com a entrada agressiva do Itaú no segmento.

Embora veja esse risco e mantenha sua recomendação neutra em relação à ação CIEL3, Saul Martinez afirma que "os resultados da Cielo destacam que o ambiente presente é favorável e que o fim da exclusividade pode ainda não ter atingido os objetivos dos reguladores de reduzir significativamente o custo de aceitação do cartão para uma ampla faixa de comerciantes".

Elevação de recomendação

Quatro dos sete analistas consultados têm recomendação neutra (equivalente a manutenção) para as ações da Cielo: Deutsche Bank, Bradesco, JPMorgan e UBS. Na outra ponta, o BTG Pactual recomenda a compra do papel. O BB tem a recomendação em revisão.

Dentro desse panorama, o destaque fica com o Credit Suisse, que elevou a recomendação de neutra para outperform (equivalente a compra), após a divulgação dos números trimestrais. O preço-alvo passou de R$ 55 para R$ 63, com potencial de valorização de 16% sobre o preço atual.

Segundo os analistas Victor Schabbel, Marcelo Telles, Daniel Sasson, os bons resultados devem sustentar uma revisão para cima dos ganhos.

A expectativa do banco é de que o preço permaneça estável em 2012, caindo gradualmente nos anos seguintes; os volumes devem continuar fortes e a Cielo irá recuperar a participação de mercado perdida para a Redecard; e a competição deve demorar mais para se materializar.

Além disso, o balanço de riscos se tornou favorável novamente para a empresa.

"Com a preocupação dos bancos em relação à pressão nos spreads e maior inadimplência, ações agressivas na área de meios de pagamento são menos prováveis", aponta o Credit Suisse.

"Ainda há riscos, mas agora vale a pena tomá-los", conclui o banco.

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