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22/07/11 | 14:13 - Atualizado em: 22/07/11 | 14:13

Copa do Mundo de 2014 terá 45 mil policiais

Segundo Ricardo Botelho, escolhido pela presidente Dilma Rousseff para ser o xerife da Copa, número é igual ao da África do Sul 2010 e menor que o da Alemanha 2006.

Pedro Venceslau redacao@brasileconomico.com.br
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No momento em que o noticiário se volta para o loteamento partidário de cargos no governo federal, a presidente Dilma Rousseff se prepara para anunciar nos próximos dias a nomeação de um técnico de verdade para o comando da Secretaria Especial para Grandes Eventos.

O órgão, que ficará instalado no Ministério da Justiça, funcionará até o fim da Copa do Mundo de 2014 e contará com um orçamento de R$ 1,6 bilhão. A verba será usada na compra de equipamentos e capacitação.

O escolhido para ser o "xerife da Copa" não tem filiação partidária nem faz parte da cota de nenhum cacique do Congresso Nacional. Ricardo Botelho foi delegado da Polícia Federal e é representante da Interpol no Brasil.

Caberá a ele a missão de chefiar o Centro de Comando e Controle, uma força-tarefa que une o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as polícias militares e civis das 12 cidades-sede.

O grupo será responsável por evitar ataques terroristas - o que inclui ações de traficantes de drogas - e organizar o público estimado em 600 mil visitantes estrangeiros que devem desembarcar no Brasil durante o evento.

Embora ainda não tenha assumido formalmente o cargo, Botelho já está em ação. Ao Brasil Econômico, ele contou que o contingente de policiais que atuará no Copa do Mundo será de 45 mil homens em todo país.

"O número é o mesmo que na África do Sul 2010 e menor que na Alemanha 2006", diz. Faltando ainda três anos para a competição, a Polícia Federal e o Ministério da Justiça já estão em processo de cooperação intensa com forças policiais de outros países.

"Já entramos em contato com a Interpol e estamos recebendo e enviando informações. Vamos impedir que hooligans e terroristas entrem no Brasil e garantir que não sejam concedidos vistos de entrada" a essas pessoas. Entre outras providências, o xerife da Copa pediu que as famosas vuvuzelas que infernizaram as arquibancadas da África do Sul sejam periciadas.

"Queremos saber exatamente qual o impacto auditivo que elas podem causar. Quando o resultado sair, vamos discutir com a Fifa se existe ou não a necessidade desse instrumento dentro do estádio".

Ele também se diz contra o consumo de álcool nos estádios, mas afirma que não pode interferir nessa decisão. A estratégia de segurança do Brasil para a Copa é o tema central da Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública, que começou ontem no Rio de Janeiro.

O principal desafio do grupo responsável pela segurança é a integração entre as polícias dos estados. Ao contrário da África do Sul, Alemanha e Japão, que sediaram as últimas três edições da Copa, o Brasil não tem um corpo policial nacional unificado. A ideia ventilada no Ministério de Justiça é que essa experiência sirva de embrião para o antigo projeto de unificar as policias brasileiras.

Na Copa de 2014, uma das novidades será o uniforme, que será igual para todos os agentes de segurança que trabalharem no evento.

"Isso só depende de vontade política dos governos. É preciso que regras comuns sejam respeitadas por todas as polícias por meio de um gabinete de gestão integrada. No começo do ano, um policial civil matou um policial federal que estava na mesma investigação", lembra o advogado Pedro Abramovay, professor da FGV Direito Rio e ex-ministro da Justiça.

Além dos jogos, os policiais terão que cuidar das festas paralelas da Fifa. Como em outras Copas, telões serão instalados em locais estratégicos. Em São Paulo, por exemplo, quem não conseguir ingressos poderá acompanhar as partidas na praça Charles Muller, Ibirapuera, represa de Guarapiranga e no Autódromo de Interlagos.

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