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Negócios

29/06/11 | 15:55 - Atualizado em: 29/06/11 | 15:55

Cosan avança em projeto para transportar açúcar por via férrea

A Rumo Logística, empresa do grupo Cosan, vai investir R$ 200 milhões para construir o terminal de Itirapina (SP).

Michele Loureiro redacao@brasileconomico.com.br
Marcos Lutz, presidente da Cosan: soluções logísticas sustentáveis

O aporte faz parte do plano da empresa que visa mudar o modal de transporte de açúcar produzido na região Centro-Sul paulista, que chega ao Porto de Santos por meio de rodovias, e passar a utilizar a ferrovia. 

O montante destinado ao terminal de Itirapina faz parte do R$ 1,3 bilhão em investimentos previstos pela Rumo desde 2010 para transportar anualmente 11 milhões de toneladas de açúcar por ferrovia até 2013.

A empresa - responsável por quase metade do açúcar que entra em Santos - está investindo na recuperação e ampliação de vias férreas permanentes, em novos pátios e terminais intermodais, locomotivas e vagões.

"Fazemos isso porque as projeções indicam que haverá restrição nos próximos dois anos no acesso ao porto de Santos, então a ideia é transferir o açúcar para a ferrovia, que é um modal também mais sustentável", diz Julio Fontana, presidente da Rumo Logística.

Localizado estrategicamente em um ponto que atende todas as linhas ferroviárias existentes na região, o terminal de Itirapina será equipado com sistemas especiais para que o produto transportado mantenha seu padrão de qualidade.

Os armazéns contarão com técnicas de controle de pragas e de temperatura interna, além de mecanismos de proteção do produto estocado para que as perdas por dissolução ou por dispersão aérea sejam minimizadas.

Com a migração do modal de transporte de açúcar, estima-se uma redução no número de viagens de caminhões nas rodovias paulistas, o que diminuirá a emissão de gás carbônico na atmosfera e colaborará com a melhor conservação das estradas estaduais.

"Com a reversão de modais, estimamos retirar até 30 mil caminhões das estradas por mês, o que diminuirá consideravelmente a emissão de gás carbônico", diz Fontana.

O presidente da Cosan, Marcos Lutz, afirma que as iniciativas da companhia estão alinhadas com a Política Estadual de Mudanças Climáticas de São Paulo, que prevê a redução de 20% das emissões de gás carbônico no estado até 2020.

"Estamos trabalhando para que o Estado de São Paulo tenha cada vez mais soluções logísticas de alto valor agregado, operando de maneira sustentável, eficiente e rentável", disse.

Presente no evento de anúncio das obras de Itirapina, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, defendeu a participação da iniciativa privada nos investimentos em logística.

"O governo não pode fazer tudo e não tem dinheiro para tudo". Segundo ele, o governo deve trazer a iniciativa privada para obras, incentivar os investimentos destas companhias e atuar "como regulador e fiscalizador".

Alckmin falou também sobre as obras do Ferroanel. Ele disse que o governo paulista tem interesse em participar tanto da asa Norte, como da Sul e afirmou que em julho estará pronto estudo sobre a interligação entre Santos e Guarujá e ainda para obras nas regiões portuárias dos municípios.

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