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Negócios

01/06/12 | 15:15 - Atualizado em: 01/06/12 | 15:15

Cresce risco de que o PIB avance menos do que em 2011

Para repetir o resultado do ano passado, quando a economia avançou 2,7%, a expansão deverá ser de 1,5% nos próximos trimestres.

Felipe Peroni redacao@brasileconomico.com.br
"Mantenho a previsão de que a economia vai crescer 2,3% em 2012, com viés de baixa", afirmou André Perfeito, da Gradual

Com o dado decepcionante do Produto Interno Bruto, no primeiro trimestre, elevam-se os riscos de que a economia brasileira cresça menos em 2012 do que no ano passado.

O PIB cresceu 0,2% frente ao trimestre anterior, abaixo do esperado pelo mercado, de 0,5%. Além disso, trata-se do terceiro trimestre consecutivo em que a economia apresenta crescimento próximo de zero.

Pelo lado da demanda, os investimentos foram o que mais segurou o crescimento no trimestre, com uma queda de 1,8% em relação ao trimestre anterior. O consumo das famílias foi o setor mais dinâmico, crescendo 1%.

"A mera incorporação do resultado do primeiro trimestre, aquém do esperado, nos levaria a revisar nossa projeção de alta do PIB em 2012 de 2,6% para 2,5%", afirmam os analistas da LCA, em relatório.

Contudo, a consultoria considera "bastante provável" que o crescimento seja ainda menor, e colocou em revisão suas projeções.

Segundo cálculos da LCA, para crescer 3% em 2012, o PIB precisaria avançar a uma taxa de 1,7% nos próximos três trimestres (frente aos três meses anteriores). Na comparação anual, a expansão teria que passar do 0,8% no primeiros três meses para 7% nos próximos trimestres.

Para repetir o resultado do ano passado, quando a economia avançou 2,7%, a expansão deverá ser de 1,5% nos próximos trimestres.

André Perfeito, economista da Gradual Corretora, classificou o PIB do primeiro trimestre como "muito ruim".

"Mantenho a previsão de que a economia vai crescer 2,3% em 2012, com viés de baixa", disse.

"Esperemos que os estímulos governamentais levem a uma recuperação na segunda metade do ano, mas o ritmo modesto de crescimento no início de 2012 eleva os riscos de que o PIB tenha neste ano um crescimento inferior ao do ano passado", afirmam, em relatório, Guilherme Loureiro e Marcelo Salomon, analistas do Barclays.

Como resultado do fraco desempenho, os analistas consideram cada vez mais certo que o governo lançará mão de novas cartadas para estimular a economia.

De acordo com os economistas do Barclays, o dado "deve encorajar o BC a continuar cortando os juros neste ano, ou ao menos manter a taxa no mínimo histórico por mais tempo".

Diante do desempenho fraco do PIB, os juros futuros operam em queda. Os contratos de depósito interfinanceiro (DI de um dia) com vencimento em janeiro de 2013, os mais negociados, recuam 0,7 ponto percentual, para 7,860%

Para a LCA, ao contrário das medidas já adotadas, as próximas ações do governo deverão ser mais focadas no investimento do que no consumo.

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