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27/04/12 | 14:30 - Atualizado em: 27/04/12 | 14:30

"É preciso ter cautela com a crise global", diz Roberto Justus

Roberto Justos afirma que é preciso ter cautela com o ano de 2012, mas que o ambiente ainda é otimista.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
"Costumo dizer que só tem sucesso na vida quem é apaixonado pelo que faz."

À frente do Grupo Newcomm, o empresário Roberto Justus fala nesta entrevista exclusiva ao Brasil Econômico sobre o dia a dia entre ser publicitário e apresentador de TV e a influência da crise no mercado externo na atuação dos clientes do grupo.

Por sua maior presença na televisão, hoje o senhor é mais showman que publicitário?

Costumo dizer que só tem sucesso na vida quem é apaixonado pelo que faz. Sou completamente apaixonado pela publicidade e a televisão é uma paixão recente.

Seria natural uma queda de interesse pela publicidade, mas isso não aconteceu. O mundo do entretenimento abriu novos horizontes, o que me possibilitou pensar de forma diferente em relação ao próprio negócio.

Como o sr. concilia as funções?

Delegar é a atitude chave para se ter sucesso como empreendedor. Mas, para isso é necessário formar equipes com colaboradores competentes e talentosos.

Assim, consigo dedicar grande parte do meu tempo à estratégia das empresas e à expansão do grupo, seja por aquisições ou aportes em novas operações.

Como o Sr. avalia o mercado publicitário em 2011 e quais as expectativas para este ano?

O mercado esteva muito aquecido em 2011 mas nos últimos meses os clientes externaram maior preocupação com a inflação, com o câmbio e com a volatilidade dos mercados. O Grupo Newcomm encerrou o ano com alta de 15% sobre 2010.

Acredito que em 2012 é preciso ter cautela e observar como a crise econômica global vai se desdobrar. Estamos atentos às oportunidades e, claro, às eventuais fragilidades que possam vir do mercado externo.

Por hora, o cenário é otimista, pois nenhum projeto dos clientes foi paralisado.

E como os clientes globais têm se comportado em tempos de crise?

É natural que os anunciantes tenham mais cautela em tempos de crise. Mas no Brasil a situação é outra. A expansão da classe C resultou em milhões de novos consumidores.

Também temos pela frente a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. O cenário para o país não poderia ser melhor. Outro dia até brinquei: se tivesse de começar um negócio hoje, com certeza seria no mercado publicitário.