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Negócios

27/10/11 | 12:11 - Atualizado em: 27/10/11 | 12:11

Eike Batista agora quer ser o rei do Maracanã

Dono do grupo EBX pretende disputar a concessão do estádio-símbolo do país e faz planos para construir novas arenas que incluiriam complexos de entretenimento.

Ricardo Rego Monteiro redacao@brasileconomico.com.br
Até 2014, quando está previsto a licitação para o Maracanã, o estádio será palco de diversas decisões tanto dentro quanto fora das quatro linhas

O homem mais rico do Brasil quer administrar o mais mítico estádio de futebol do mundo.

Eike Batista, controlador do grupo EBX, quer participar do processo de privatização do Maracanã, que o governo do estado do Rio pretende deflagrar provavelmente depois da Copa do Mundo de 2014.

Em entrevista ao Brasil Econômico, o empresário revelou que a intenção é investir por meio da recém-criada IMX, empresa do grupo para o segmento de arenas esportivas e eventos.

A intenção, confirmou Eike, é formar um consórcio que também reúna empresas de construção civil, mas que não contaria, em princípio, com os clubes de futebol.

Objetivo do governador do Rio, Sérgio Cabral, desde o primeiro mandato, a concessão do estádio Mário Filho - nome oficial do Maracanã - para a iniciativa privada perdeu força depois da escolha do Brasil como sede da próxima Copa do Mundo.

Com a necessidade de adaptar o estádio para o evento, e sem tempo hábil para iniciar o processo de concessão, o governo suspendeu a privatização.

Em maio, porém, Cabral reafirmou o interesse na concessão do estádio, que estaria vinculada a uma série de exigências para o futuro concessionário, como investimentos em melhorias e manutenção do equipamento.

A ideia, ainda passível de detalhamento, era inicialmente transferir todo o complexo poliesportivo, que ainda inclui o ginásio do Maracanãzinho. Esses e outros detalhes, no entanto, deverão constar do edital da licitação.

Novos projetos

Eike revela a intenção de não só disputar a concessão do Maracanã, mas também investir na construção de novas arenas esportivas em todo o Brasil. Uma vez construídos, ou sob concessão, os estádios seriam transformados em algo mais do que simples equipamentos esportivos.

O objetivo é torná-los verdadeiros complexos de entretenimento e lazer, que incluiriam a arena esportiva, shoppings e centros de gastronomia e lazer.

O investimento se daria por meio da IMX, empresa criada no fim do ano passado a partir da associação com a americana IMG Worldwide, do americano - também bilionário - Ted Forstmann. O negócio, de acordo com Eike, tornou-se possível a partir da amizade entre os dois. Ambos detêm o controle da IMX em partes iguais (50% a 50%).

"Fiquei muito amigo do dono da IMG, o Ted Forstmann. Quando isso (amizade) ocorre, tudo fica mais fácil. Foi uma coisa que aprendi nos últimos tempos: quando a empresa tem dono, fica muito mais fácil se obter sucesso nos negócios, porque há alinhamento de interesses entre os sócios e o corpo executivo", afirmou o empresário.

Vale-tudo

A concessão do Maracanã não representa o único negócio no radar da IMX. Recentemente, o braço de entretenimento do grupo EBX adquiriu o controle da Brasil 1, a firma de marketing esportivo que detém os direitos, em território brasileiro, do UFC - o UFC Brasil, principal competição de lutas do mundo, o Mixed Martial Arts (MMA).

A empresa também chegou a negociar a compra dos direitos de comercialização dos camarotes da Copa de 2014 com a empresa que representa a Fifa, a também americana Match Hospitality.

"O problema é que falei demais na ocasião. Dei declarações sobre o negócio, que acabaram por atrapalhar as negociações. Hoje, não temos mais nada em vista com eles", admitiu o empresário, em um particular arroubo de sinceridade.

Eike fez questão de desmentir, também, outras negociações atribuídas a ele, como um suposto acordo com empreiteiras para investir na construção do Novo Beira Rio, o estádio que o Internacional de Porto Alegre precisa concluir também para a próxima Copa.

"As pessoas acham que tenho dinheiro para investir em tudo. Também não é assim."

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