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11/02/10 | 20:02 - Atualizado em: 11/02/10 | 20:02

Embalado por pré-sal, petróleo desperta interesse acadêmico

Além do interesse financeiro e das disputas por novas fontes, o petróleo também desperta interesse acadêmico. Universidades se unem à iniciativa privada a fim de produzir tecnologia para exploração do combustível fóssil.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
Pesquisas visam produzir tecnologia para exploração do pré-sal

A Escola Politécnica (Poli/UFRJ), o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação em Pesquisa e Engenharia (Coppe/UFRJ) e a Usiminas assinaram acordo de cooperação científica e tecnológica para exploração do petróleo hoje (11).

No decorrer do ano, a siderúrgica mineira fará investimento de R$ 28,9 milhões para implantação de um centro de pesquisa em siderurgia no parque tecnológico da Cidade Universitária. A primeira ação prevista no acordo é a realização de um estudo visando a melhor aplicação na exploração de petróleo em águas profundas, como o pré-sal.

Também será realizada, em caráter emergencial, uma análise do sistema de construção de prédios e casas em aço, já patenteado e produzido pela Usiminas. Os pesquisadores vão avaliar a viabilidade de aplicá-lo em locais sujeitos à atividade sísmica.

Caso seja aprovado, o sistema pode ser uma boa saída para a reconstrução de regiões ou países abalados por terremotos, uma vez que os prédios e as casas de aço são mais resistentes e reduzem o tempo de construção em até um terço do cronograma.

Para o diretor da Escola Politécnica, professor Ericksson Almendra, a parceria é importante não só pelas tecnologias que irá produzir, mas pela ampliação das possibilidades para os futuros engenheiros.

"Hoje, apenas 7% dos estudantes universitários brasileiros cursam engenharia. A assinatura desse acordo é um incentivo para que mais jovens se sintam motivados a ingressar no curso, acabando com a escassez de profissionais qualificados no mercado", explica o diretor.