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Negócios

28/02/12 | 16:03 - Atualizado em: 28/02/12 | 16:03

Fiscalização nas fronteiras é vital para combate às drogas

Levantamento de entidade vinculada à ONU mostra que cerca de 80% da maconha consumida no Brasil entra pela fronteira com o Paraguai.

Humberto Domiciano redacao@brasileconomico.com.br
Paraguai é considerado como sendo o maior produtor na América do Sul, correspondendo por mais da metade da produção

De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (28/2) pelo Instituto Mundial de Controle de Narcóticos (INCB), vinculado à ONU, cerca de 80% da maconha consumida no Brasil entra pela fronteira com o Paraguai.

Os 20% restantes advém de produções internas, sendo que em 2010 foram apreendidas cerca de 155 toneladas de maconha.

O Paraguai é considerado como sendo o maior produtor na América do Sul, correspondendo por mais da metade da produção. Em 2010, as autoridades paraguaias erradicaram mais de 1.000 hectares de plantas de cannabis cultivadas ilicitamente e apreendeu quase 130 toneladas de maconha, 45 a mais do que em 2009.

O levantamento mostra também que em 2010 as apreensões de cocaína (base e sais) diminuíram em vários países da região, incluindo Argentina, Colômbia, Equador, Uruguai e Venezuela, em comparação com o ano anterior.

A quantidade total de cocaína apreendida diminuiu de 253 para 211 toneladas na Colômbia e de 65,1 para 15,5 toneladas no Equador.

De 2009 a 2010, o total de cocaína (base e sais) apreendida no Peru aumentou em quase 50%, pssando de 20,7 para 30,8 toneladas. Em 2010, um aumento da quantidade de cocaína apreendida também foi relatada por Bolívia (29,1 toneladas), Brasil (27,1 toneladas), Chile (9,9 toneladas) e Paraguai (1,4 toneladas).

Na opinião de Janaína Conceição Paschoal, professora de direito penal da USP, uma maior fiscalização nas fronteiras poderia impactar positivamente no combate às drogas. "Entendo que é necessário melhorar o policiamento, o que ajudaria na diminuição da entrada tanto de drogas quanto de armas", explicou.

Para Janaína, a integração dos sistemas policiais também seria importante neste processo. "Ainda temos muito a avançar neste conceito. Muitas vezes vemos que mandados de prisão expedidos em um estado não são comunicados para outros, por exemplo. Isso prejudica as ações de segurança pública", comentou.

O relatório da INCB também destacou os esforços do Brasil no combate ao uso do crack, com ações na área de tratamento de saúde e assistência social de usuários.

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