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Negócios

20/02/13 | 12:01 - Atualizado em: 20/02/13 | 12:01

PDG lidera ranking de processos na Justiça

Além da demora na entrega dos imóveis, a construtora também sofre com estouro de orçamento, o que a fez cortar a projeção de lançamentos do ano passado de R$ 11 bilhões para R$ 4 bilhões.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
Atrás da PDG no ranking, estão Tenda e Gafisa, cada uma com 733 e 679 ações respectivamente.

A PDG lidera entre as construtoras mais processadas por atraso na entrega de imóveis em São Paulo, de acordo com um levantamento feito pelo escritório Tapai Advogados

O estudo, realizado de 2008 a 2012 mostra que a empresa foi acionada judicialmente 933 vezes.

"O crescimento das reclamações contra a PDG é exponencial e passou de 12 queixas em 2008 para 582 no ano passado, o que ressalta a desorganização e a gravidade dos atrasos que vem cometendo", avalia o advogado Marcelo Tapai, responsável pela pesquisa.

Além da demora na entrega dos imóveis, a construtora também sofre com estouro de orçamento, o que a fez cortar a projeção de lançamentos do ano passado de R$ 11 bilhões para R$ 4 bilhões. A redução está também motivada para desovar os estoques.

Em função de todos esses problemas e mais alguns entraves administrativos, a PDG foi a segunda empresa do ramo imobiliário que mais perdeu valor de mercado na Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos 13 meses.

O recuo, segundo a consultoria Economática, foi de 43,5% e a empresa passou a valer R$ 4,27 bilhões neste mês, contra R$ 6,63 bilhões verificados em dezembro de 2011.

"Na ânsia de aproveitar o boom imobiliário e também ganhar valorização na Bolsa, muitas construtoras saíram lançando imóveis um atrás do outro sem se dar conta que têm um limite de financiamento bancário para tocar as obras. Com dinheiro restrito em caixa, têm que optar por atrasar determinadas obras e acabam prejudicando milhares de clientes", explica Tapai

O levantamento mostra ainda que as ações movidas contra construtoras e incorporadoras dispararam 1.685% nos últimos cinco anos e passaram de 150 para 2527 - a maioria em razão do atraso na entrega da obra.

Atrás da PDG no ranking, estão Tenda e Gafisa, cada uma com 733 e 679 ações respectivamente.

A situação da Gafisa pode piorar se considerado o grupo Gafisa/Tenda (A Gafisa adquiriu a Tenda em 2008), pois ambas as empresas somam 1.412 ações, o que as coloca na liderança isolada das reclamações.

Outro fator que chama a atenção é que algumas empresas que praticamente não tinham reclamações de 2008 a 2010 passaram a figurar na lista das 10 mais reclamadas na soma total, com grande aumento de queixas nos últimos dois anos.

A Tecnisa, por sua vez, teve um salto no número de reclamações de quase 600% de 2011 para 2012, reflexo de atrasos de quase três anos em alguns empreendimentos na capital paulista e interior, além de problemas com documentação, contratos com cláusulas abusivas e defeitos nos imóveis.

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