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Negócios

06/09/13 | 16:45 - Atualizado em: 06/09/13 | 16:45

Provedores dos EUA criam espaço para hospedar mineradores de Bitcoin

Ao usar o computador de mesa doméstico ou uma máquina especializada na mineração de Bitcoins, o dono deve estar preparado para conviver com barulho e pagar contas de energia elétrica mais altas.

Brasil Econômico redacao@brasileconomico.com.br
Empresas mantém mineradores de Bitcoin em operação e levam para conserto em caso de falha, mediante mensalidade. [Foto: Reprodução]

São Paulo - Quando Henrique Matos, empresário do ramo hospitalar de Brasília (DF), encomendou seu computador específico para minerar Bitcoins , ele já tinha certeza de uma coisa: o produto produzido nos EUA pela Butterfly Labs não chegaria ao Brasil. O endereço de entrega do produto, adquirido pela internet, será o provedor Netsolus, localizado no estado de Kansas (EUA). Por US$ 100 (R$ 230) ao mês, a máquina ficará em um local climatizado e preparado para mantê-la funcionando 24 horas por dia, sete dias por semana.

A máquina ainda não foi entregue, mas Matos diz ter feito bom negócio ao contratar uma empresa americana para cuidar de sua máquina de fazer dinheiro (virtual). "Eu até poderia pedir para enviar para o meu endereço, mas optei por uma empresa que está próxima do fabricante e pode levar a máquina para manutenção, caso ela apresente problemas", diz Matos. A localização do data center é confidencial, diz a Netsolus no site, "para proteger a si própria e aos clientes".

Com o crescimento do uso de mineradores de Bitcoins em todo o mundo, máquinas que "emprestam" seu poder de processamento para processar transações feitas com a moeda virtual, novos data centers especializados estão surgindo nos EUA. "Encontrar um data center que atenda as necessidades de um minerador de Bitcoin pode ser uma tarefa difícil", diz a Netsolus, em seu site.

A empresa tem razão. Ao usar o computador de mesa doméstico ou uma máquina especializada na mineração de Bitcoins, o dono deve estar preparado para conviver com barulho e pagar contas de energia elétrica mais altas. Como a rede Bitcoin exige que as máquinas trabalhem em seu pico de processamento, o ruído e o calor são intensos e podem incomodar. "Minerar bitcoins é simples, mas o computador fazia barulho e esquentava o meu apartamento", diz Matos.

Além disso, por operar no pico máximo de processamento, as máquinas podem apresentar falhas. Algumas fabricantes de mineradores de Bitcoin oferecem garantia por toda a vida, mas ela só pode ser usufruída se a máquina estiver nos EUA e puder ser levada de volta à fábrica para conserto e substituição de peças.

Demanda variável

Outra empresa criada a partir da necessidade dos usuários de um local especializado para manter os mineradores, a Kick Ass Colocation foi criada por Peter Chang em dezembro de 2012. Sendo ele próprio um minerador da moeda virtual, o barulho e o calor sempre o incomodaram na casa e no escritório. "Nossos clientes são internautas que gostariam de minerar bitcoins, mas não querem lidar com os problemas técnicos de manter um minerador funcionando", explica Chang, ao iG .

Desde o final do ano passado, a empresa já conseguiu 100 clientes regulares. A demanda pelo serviço, segundo ele, tende a aumentar e diminuir de acordo com a "cotação" não oficial do bitcoin, atualmente em torno de R$ 300. Para manter uma máquina com capacidade de 20 Gigahashes por segundo no data center, o dono deve pagar US$ 200 ao ano à empresa, mas o valor pode variar, dependendo de sua configuração.

Além disso, ao contratar o serviço, o usuário precisa fazer um depósito de US$ 200, para assegurar a manutenção da máquina em caso de falha. "Levamos a máquina de volta para o fabricante e também podemos comprar peças e fazer pequenos reparos, já que temos brasileiros, mexicanos, europeus e até australianos entre nossos clientes", diz Chang.

Segundo Chang, o retorno com a operação do serviço específico para para mineradores de Bitcoin ainda é pequeno, com cerca de 7% de lucro. "Nossas margens poderiam ser melhores, mas temos que investir em gabinetes, conexão de internet rápida e energia elétrica com redundância", diz o empresário.

 

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